A saúde pública de Varre-Sai voltou ao centro das atenções nesta semana após um morador do município gravar um desabafo emocionado nas redes sociais denunciando a falta de medicamentos básicos e a escassez de médicos nas unidades de atendimento da cidade. A publicação, compartilhada pelo Blog do Adilson Ribeiro, viralizou rapidamente entre os varre-saienses e reacendeu o debate sobre a qualidade dos serviços oferecidos à população que depende exclusivamente do Sistema Único de Saúde.
No relato, o morador descreve a frustração de quem procura os postos e a farmácia municipal em busca de remédios essenciais e sai de mãos vazias. Segundo a denúncia, faltam medicamentos de uso contínuo, justamente aqueles indispensáveis para pacientes hipertensos, diabéticos e portadores de doenças crônicas, que precisam manter o tratamento sem interrupções. A ausência de profissionais médicos em horários regulares também foi apontada como um dos pontos mais críticos, obrigando moradores a esperarem dias por uma simples consulta ou a buscarem atendimento em municípios vizinhos, como Natividade e Porciúncula.
A situação relatada em Varre-Sai não é isolada no contexto do noroeste fluminense. Pequenos municípios da região, com orçamentos enxutos e forte dependência de repasses estaduais e federais, vêm enfrentando há anos dificuldades semelhantes para manter o abastecimento de farmácias básicas e a contratação de equipes médicas fixas. A escassez de profissionais dispostos a atuar no interior, somada às críticas sobre a gestão dos recursos da saúde, transforma esse cenário em uma queixa recorrente nas cidades da microrregião, especialmente naquelas mais distantes dos grandes centros urbanos do estado.
Para os moradores de Varre-Sai, município de pouco mais de 10 mil habitantes localizado na divisa com o estado do Espírito Santo, a falta de assistência adequada representa um problema que vai muito além do incômodo: trata-se de uma questão de sobrevivência. Famílias da zona rural, que enfrentam dificuldades de locomoção até a sede, são as mais prejudicadas quando precisam interromper tratamentos por falta de remédios. Idosos e trabalhadores de baixa renda também figuram entre os mais atingidos, já que não dispõem de recursos para comprar medicação em farmácias particulares nem para custear deslocamentos a outras cidades em busca de atendimento especializado.
O desabafo do morador tem provocado uma onda de comentários nas redes sociais, com diversos varre-saienses relatando situações parecidas e cobrando providências da Secretaria Municipal de Saúde e do prefeito. Até o momento, a administração municipal não divulgou um posicionamento oficial sobre as denúncias, mas a pressão popular tende a crescer nos próximos dias. Lideranças comunitárias e vereadores de oposição já sinalizaram que pretendem levar o caso à tribuna da Câmara Municipal, exigindo explicações sobre o abastecimento de medicamentos, a escala de profissionais e o cumprimento dos contratos firmados com a área da saúde. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando os desdobramentos da situação e abre espaço para que moradores enviem novos relatos e denúncias sobre o atendimento público no município.
Fonte: Blog do Adilson Ribeiro