A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Italva, no noroeste do Rio de Janeiro, foi obrigada a interditar parte de suas instalações e reduzir significativamente o atendimento aos seus alunos e assistidos. A medida foi adotada após a constatação de risco estrutural em um dos muros da unidade, que apresenta sinais evidentes de comprometimento e pode oferecer perigo a quem circula pelo local. Com a interdição, parte das salas e áreas de convivência ficaram inacessíveis, impactando diretamente a rotina da instituição.
De acordo com informações divulgadas, a direção da APAE precisou agir rapidamente para garantir a segurança das pessoas atendidas, em sua maioria crianças, adolescentes e adultos com deficiência intelectual e múltipla. A área isolada compromete espaços importantes utilizados em atividades pedagógicas, terapêuticas e de socialização. Sem alternativa imediata, a equipe técnica passou a organizar os atendimentos em escalas reduzidas, com cronogramas adaptados para que o menor número possível de assistidos seja prejudicado durante o período em que o muro permanecer comprometido. A expectativa é de que o poder público local e parceiros se mobilizem para viabilizar o reparo o mais rápido possível.
A APAE de Italva é uma das instituições mais importantes do município e atende dezenas de famílias que dependem do trabalho desenvolvido pela entidade. Em cidades de pequeno e médio porte da região noroeste fluminense, como é o caso de Italva, Cardoso Moreira, Cambuci e São Fidélis, as APAEs cumprem um papel fundamental ao oferecer atendimento especializado em locais onde muitas vezes faltam serviços públicos de reabilitação, fisioterapia, fonoaudiologia e educação inclusiva. Histórias semelhantes de unidades com dificuldades estruturais já foram registradas em outros municípios do interior, sempre acendendo o alerta sobre a fragilidade do financiamento dessas entidades, que sobrevivem com recursos mistos, vindos de convênios, doações e da prefeitura.
Para as famílias italvenses, a notícia preocupa. Muitos pais e responsáveis dependem da rotina da APAE não apenas pelo atendimento técnico oferecido aos filhos, mas também porque a frequência regular à instituição garante o desenvolvimento social e o bem-estar dos assistidos. Com a redução dos atendimentos, parentes terão que reorganizar suas rotinas, e alguns alunos podem sentir os efeitos do afastamento das atividades, especialmente aqueles que necessitam de acompanhamento contínuo. Lideranças comunitárias e moradores já começam a pressionar para que a prefeitura, em parceria com a direção da entidade, dê uma resposta rápida e apresente um cronograma claro de obras emergenciais no local.
A expectativa agora é que uma vistoria técnica detalhada aponte a melhor solução para o problema, seja por meio de reforço estrutural, seja com a reconstrução do trecho danificado. Enquanto isso, a APAE de Italva pede compreensão das famílias e da comunidade, reforçando que a prioridade é manter todos em segurança. Quem desejar ajudar a instituição pode procurar a sede para informações sobre doações e formas de colaboração. O caso reforça a necessidade de um olhar mais atento do poder público para entidades que prestam serviços essenciais à população do noroeste fluminense, garantindo que tragédias sejam evitadas e que o atendimento aos mais vulneráveis não seja interrompido por falta de infraestrutura adequada.
Fonte: O Diário do Noroeste