A comandante da Polícia Militar em Itaperuna, principal município do noroeste fluminense, tem sido alvo de uma onda de críticas e ataques em grupos de WhatsApp que circulam pela região. As mensagens, segundo informações divulgadas pelo Blog do Adilson Ribeiro, partem de indivíduos ligados ao mundo do crime, que estariam incomodados com a atuação da oficial à frente do comando local da corporação. O caso tem chamado atenção pela coordenação aparente das postagens e pelo tom hostil dirigido à comandante.
De acordo com o relato divulgado, os ataques ganharam força nas últimas semanas, com mensagens que tentam desqualificar o trabalho da comandante e criar uma imagem negativa da sua gestão à frente do batalhão. A movimentação ocorre em grupos com grande número de participantes, o que amplia o alcance das críticas e gera repercussão entre moradores da cidade. Para fontes ligadas à segurança pública, esse tipo de ofensiva digital costuma ser reação direta a operações policiais que afetam o funcionamento de pontos de venda de drogas e outras atividades ilícitas na região.
Itaperuna, considerada a capital do noroeste fluminense e polo regional de serviços, saúde e comércio, tem enfrentado nos últimos anos desafios crescentes relacionados à segurança pública. A cidade, que serve de referência para municípios como Bom Jesus do Itabapoana, Natividade, Porciúncula, Varre-Sai e Italva, concentra um fluxo intenso de pessoas e movimentação econômica que acaba atraindo também grupos criminosos. Não é a primeira vez que comandantes da PM na região se tornam alvo de tentativas de desgaste em redes sociais e aplicativos de mensagem, prática que tem se tornado recorrente sempre que a corporação intensifica seu trabalho ostensivo.
A repercussão entre os moradores de Itaperuna tem sido majoritariamente de apoio à comandante. Em comentários espalhados por redes sociais, comerciantes, donas de casa e trabalhadores afirmam que enxergam nas críticas um sinal de que a polícia está, de fato, apertando o cerco contra a criminalidade. Há também preocupação com a segurança pessoal da oficial, já que ataques virtuais podem, em alguns casos, evoluir para ameaças mais graves. Lideranças comunitárias defendem que a corporação adote medidas de proteção e que as autoridades investiguem a origem das mensagens, identificando os responsáveis pela campanha difamatória.
A prática de usar grupos de WhatsApp para atacar policiais e autoridades não é exclusividade de Itaperuna e tem sido observada em diversas cidades do interior do Rio de Janeiro. Especialistas em segurança apontam que esse tipo de movimentação serve, muitas vezes, como termômetro da eficácia do trabalho policial: quanto mais incômodo causa nas estruturas criminosas, mais reações desse tipo aparecem. Cabe agora à Polícia Militar e aos órgãos de investigação acompanhar de perto o desdobramento do caso, identificar eventuais crimes de calúnia, difamação ou ameaça, e garantir que a comandante possa continuar exercendo suas funções sem qualquer tipo de constrangimento. A população de Itaperuna acompanha atentamente o desenrolar da situação, em uma demonstração clara de que o apoio ao trabalho sério da PM segue firme no noroeste fluminense.
Fonte: Blog do Adilson Ribeiro