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Crise em Miracema: vereadores cobram combustível e máquinas paradas

Vereadores de Miracema, no noroeste fluminense, subiram o tom das críticas à atual gestão municipal ao denunciarem publicamente a falta de combustível para abastecer a frota oficial e a paralisação de equipamentos públicos que deveriam estar a serviço da população. A situação, exposta durante sessão na Câmara Municipal, tem gerado preocupação entre os moradores, que já sentem na pele os reflexos da escassez de serviços básicos em diversos bairros da cidade.

Segundo os parlamentares, veículos das secretarias estariam parados nas garagens por falta de diesel e gasolina, o que compromete diretamente o atendimento em áreas sensíveis como saúde, obras, transporte escolar e limpeza urbana. Além disso, máquinas pesadas utilizadas em serviços de patrolamento de estradas rurais, recolhimento de entulho e manutenção de vias públicas estariam sem condições de operar, seja pela falta de combustível, seja por problemas mecânicos não resolvidos pela administração. A denúncia ganhou repercussão nas redes sociais e tem mobilizado moradores que cobram explicações oficiais.

Miracema, cidade de pouco mais de 27 mil habitantes encravada na região noroeste do Rio de Janeiro, vive há anos uma realidade de aperto financeiro, dependendo majoritariamente de repasses estaduais e federais para manter suas atividades em dia. Casos parecidos de paralisação de frota e equipamentos já foram registrados em outros municípios vizinhos, como Itaperuna, Laje do Muriaé e Santo Antônio de Pádua, em momentos de crise de arrecadação ou de má gestão dos recursos. Para os vereadores que fizeram a denúncia, no entanto, o problema atual não pode ser justificado apenas pela conjuntura econômica, mas reflete falhas no planejamento e na execução do orçamento municipal.

A repercussão entre os moradores tem sido grande, principalmente nos distritos e na zona rural, onde a manutenção das estradas é vital para o escoamento da produção agrícola e para o deslocamento de estudantes e trabalhadores. Sem patrol e sem caminhões em funcionamento, produtores rurais reclamam de buracos intransitáveis em períodos de chuva, enquanto moradores da área urbana relatam acúmulo de lixo e mato alto em terrenos e canteiros. Na área da saúde, há queixas de pacientes que dependem do transporte sanitário para tratamentos em Itaperuna e Campos dos Goytacazes, e que estariam sendo prejudicados pela indisponibilidade dos veículos. A expectativa agora é de que a Prefeitura se manifeste oficialmente e apresente um cronograma para normalizar os serviços.

A Câmara Municipal deve continuar acompanhando o caso nas próximas sessões, e não está descartada a convocação de secretários para prestar esclarecimentos sobre a destinação dos recursos previstos para combustível e manutenção de equipamentos no orçamento de 2026. Enquanto isso, a população miracemense segue na expectativa de uma resposta concreta do Executivo, em uma região do noroeste fluminense que historicamente sofre com a falta de investimentos e que precisa, mais do que nunca, de uma máquina pública funcionando a pleno vapor para garantir qualidade de vida aos seus moradores. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando os desdobramentos do caso.

Fonte: O Vagalume

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