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Crise em Miracema: vereadores cobram fim da falta de combustível

A Câmara Municipal de Miracema virou palco de duras cobranças nesta semana, após vereadores subirem à tribuna para denunciar a falta de combustível nos veículos da Prefeitura e o consequente travamento de equipamentos públicos essenciais à população. Segundo os parlamentares, máquinas estão paradas, serviços urbanos foram interrompidos e moradores de diversos bairros estão sofrendo as consequências da paralisação que se arrasta nos últimos dias na cidade do noroeste fluminense.

De acordo com os relatos feitos durante a sessão, ambulâncias, caminhões da limpeza pública, retroescavadeiras e veículos usados em serviços administrativos estariam operando de forma irregular ou totalmente parados por falta de abastecimento. A denúncia ganhou força porque atinge áreas sensíveis da rotina municipal, como a coleta de lixo, o transporte de pacientes, a manutenção de estradas vicinais e o atendimento em comunidades rurais, onde a presença do poder público depende quase exclusivamente da frota oficial. Os vereadores classificaram a situação como um colapso administrativo e cobraram explicações imediatas do Executivo sobre o que está acontecendo com os contratos de fornecimento.

Miracema, cidade histórica encravada na região serrana do noroeste fluminense e conhecida pela tradição musical que homenageia o cantor Melodia, não é a primeira do entorno a enfrentar esse tipo de gargalo. Municípios vizinhos como Itaperuna, Laje do Muriaé e Santo Antônio de Pádua já passaram, em diferentes momentos, por episódios semelhantes envolvendo licitações atrasadas, dívidas com postos fornecedores ou problemas no repasse de recursos. Em cidades de pequeno e médio porte, onde a arrecadação é limitada e a dependência do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) é alta, qualquer descompasso no fluxo de caixa costuma respingar primeiro na frota — e, por consequência, em quem mais precisa dos serviços.

A repercussão entre os moradores tem sido imediata. Nas redes sociais e nos pontos de conversa pela cidade, miracemenses relatam ruas com lixo acumulado, demora no transporte de pacientes para tratamentos fora do município e obras paradas em bairros da periferia. Famílias da zona rural, que dependem do patrolamento das estradas para escoar a produção e garantir o acesso ao centro urbano, também reclamam do abandono. A pressão sobre a Prefeitura tende a aumentar nos próximos dias, já que os vereadores sinalizaram que podem acionar órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado, caso a situação não seja regularizada com rapidez. Há ainda a possibilidade de convocação de secretários municipais para prestar esclarecimentos no plenário.

Até o momento, a administração municipal não apresentou publicamente um cronograma claro para normalizar o abastecimento da frota nem detalhou as causas do problema. Entre os bastidores políticos, comenta-se que a crise pode estar ligada a pendências contratuais com fornecedores ou a um descompasso entre receitas e despesas no fechamento do semestre. Enquanto isso, os miracemenses seguem na expectativa de que o impasse seja resolvido o quanto antes, para que serviços básicos como saúde, limpeza urbana e manutenção viária voltem a funcionar com normalidade. O Fofoca Noroeste segue acompanhando os desdobramentos do caso e trará novas informações assim que houver posicionamento oficial da Prefeitura de Miracema ou da Câmara de Vereadores.

Fonte: O Vagalume

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