Uma enfermeira que atua em Campos dos Goytacazes viveu momentos de puro desespero ao ser vítima de um sequestro que durou quase quatro horas na cidade. De acordo com o relato da própria profissional, ela foi abordada por criminosos armados e mantida sob ameaça durante todo o cativeiro, sendo obrigada a acompanhar os bandidos por diversos pontos do município antes de ser libertada. O caso assustou a comunidade local e voltou a acender o alerta sobre a segurança pública na maior cidade do noroeste fluminense.
Segundo a vítima, tudo começou quando ela foi surpreendida pelos sequestradores, que renderam a profissional e tomaram seu veículo. Durante o período em que esteve sob o domínio dos criminosos, a enfermeira foi forçada a passar por caixas eletrônicos e tentar movimentações financeiras, prática conhecida como “sequestro relâmpago”. Ela contou que, em diversos momentos, temeu pela própria vida, especialmente diante das ameaças constantes feitas pelos bandidos, que pareciam agir com frieza e planejamento. A vítima descreveu o episódio como as horas mais longas e angustiantes que já viveu.
O crime de sequestro relâmpago não é novidade em Campos dos Goytacazes nem em outras cidades da região noroeste fluminense, como São João da Barra, Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana e São Francisco de Itabapoana. Nos últimos anos, a modalidade voltou a preocupar autoridades e moradores, especialmente em áreas comerciais movimentadas e nas saídas das cidades, onde as vítimas costumam ser abordadas ao final do expediente. Profissionais da saúde, que muitas vezes trabalham em turnos noturnos ou de plantão, acabam ficando especialmente vulneráveis a esse tipo de ação criminosa, já que entram e saem do trabalho em horários considerados de risco.
A repercussão do caso foi imediata entre moradores e colegas de profissão da enfermeira. Nas redes sociais, dezenas de pessoas manifestaram solidariedade à vítima e cobraram providências das autoridades de segurança. Categorias da área da saúde também se mobilizaram, pedindo mais policiamento nas proximidades de hospitais, clínicas e unidades de pronto atendimento, locais que concentram grande circulação de profissionais em horários alternativos. Para muitos moradores ouvidos pela reportagem em conversas informais, o sentimento é de que crimes desse tipo têm se tornado cada vez mais frequentes em Campos, exigindo respostas mais firmes do poder público e ações integradas entre Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Municipal.
A Polícia Civil deve abrir inquérito para investigar o caso e tentar identificar os responsáveis pelo sequestro. Câmeras de segurança das ruas por onde os criminosos passaram com a vítima podem ajudar a esclarecer o crime e levar à prisão dos envolvidos. Enquanto isso, a enfermeira tenta se recuperar do trauma psicológico deixado pelas quase quatro horas em que esteve sob o poder dos bandidos. Especialistas em segurança recomendam que vítimas de sequestro relâmpago não reajam, procurem memorizar características dos criminosos e acionem a polícia pelo 190 assim que estiverem em segurança. Em Campos e nas demais cidades do noroeste fluminense, denúncias também podem ser feitas de forma anônima pelo Disque-Denúncia, contribuindo para que casos como esse não fiquem impunes.
Fonte: NF Notícias