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Filho é preso por manter mãe idosa e paralítica em situação degradante

Um homem foi preso em flagrante na manhã desta segunda-feira (15), no bairro de Olaria, na Zona Norte do Rio de Janeiro, acusado de manter a própria mãe, uma idosa paralítica, em condições absolutamente insalubres dentro da residência onde os dois moravam. A prisão ocorreu durante uma ação fiscalizatória conjunta entre órgãos de proteção ao idoso e forças de segurança, que constataram o estado de abandono em que a mulher se encontrava.

De acordo com as informações iniciais divulgadas, os agentes chegaram ao imóvel após denúncias e se depararam com um cenário de descaso. A idosa, que depende totalmente de cuidados de terceiros por conta da paralisia, estava em ambiente sem higiene mínima, o que caracterizou a situação como maus-tratos contra pessoa vulnerável. O filho, responsável legal pelos cuidados da mãe, foi conduzido à delegacia e autuado em flagrante. A vítima recebeu atendimento médico imediato e foi encaminhada para uma unidade de saúde, onde passa por avaliação completa do quadro clínico.

Casos como esse, infelizmente, não são exclusividade dos grandes centros urbanos como a capital fluminense. Na região noroeste do estado do Rio, municípios como Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana, Santo Antônio de Pádua e Natividade também já registraram ocorrências envolvendo idosos abandonados ou submetidos a tratamentos inadequados por parte de familiares. Conselhos do Idoso e Ministério Público têm reforçado, ano após ano, campanhas para que vizinhos e parentes próximos não tenham medo de denunciar. O Estatuto do Idoso, em vigor desde 2003, prevê punições severas para quem expõe pessoas com mais de 60 anos a situações de risco, humilhação ou privação de cuidados básicos.

A repercussão desse tipo de prisão costuma despertar reflexões importantes nas comunidades. Muitos moradores do interior fluminense convivem com situações parecidas em suas próprias ruas e nem sempre sabem como agir. Especialistas em direitos da pessoa idosa lembram que a denúncia pode ser feita de forma anônima pelo Disque 100, canal do governo federal, ou diretamente nos Conselhos Municipais do Idoso, presentes em praticamente todas as cidades da região. Além disso, delegacias comuns e o Ministério Público também recebem relatos. A omissão de quem percebe os sinais, segundo os profissionais, contribui para que o sofrimento das vítimas se prolongue por meses ou até anos sem qualquer intervenção.

O homem preso em Olaria deverá responder por maus-tratos e abandono de incapaz, crimes previstos no Código Penal e agravados pela legislação específica de proteção ao idoso. A pena pode chegar a vários anos de reclusão, dependendo das circunstâncias e do laudo médico que será produzido sobre o estado de saúde da mãe. Enquanto isso, a idosa deve permanecer sob cuidados profissionais até que sua situação familiar seja avaliada por uma equipe técnica, que decidirá se ela poderá retornar ao convívio com outros parentes ou se será encaminhada a uma instituição de acolhimento. O caso serve como alerta para que famílias e vizinhanças fiquem atentas aos sinais de negligência, especialmente em lares onde idosos vivem em situação de dependência total de cuidados.

Fonte: Blog do Adilson Ribeiro

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