A Prefeitura de Itaperuna anunciou o reforço das ações de fiscalização contra a poluição sonora em todo o município. A medida tem como objetivo coibir o excesso de ruídos provocados por estabelecimentos comerciais, eventos, veículos com som automotivo e festas particulares que ultrapassem os limites permitidos por lei. As equipes da administração municipal passam a atuar de forma mais incisiva, com rondas frequentes e atendimento ágil às denúncias feitas pela população.
De acordo com as informações divulgadas, a ampliação da fiscalização envolve a atuação conjunta de diferentes setores da prefeitura, incluindo a Secretaria de Meio Ambiente, a Guarda Civil Municipal e órgãos de posturas urbanas. Os agentes estão autorizados a medir os níveis de ruído com equipamentos específicos, os chamados decibelímetros, e aplicar advertências, multas e até interdições nos casos em que houver reincidência. A medida atende a um pedido antigo de moradores que vinham reclamando da perturbação do sossego, principalmente nos finais de semana e em áreas residenciais próximas a bares, casas de show e pontos de aglomeração.
A poluição sonora é um problema recorrente em diversas cidades do noroeste fluminense, e Itaperuna, como polo regional, concentra um intenso movimento comercial e cultural que muitas vezes esbarra no direito ao silêncio dos moradores. Bairros como Cidade Nova, Aeroporto, Niterói e o próprio Centro costumam liderar o ranking de reclamações registradas pelos órgãos competentes. Casos semelhantes já levaram outros municípios da região, como Bom Jesus do Itabapoana e Santo Antônio de Pádua, a adotarem medidas parecidas, mostrando que a questão extrapola as fronteiras itaperunenses e exige atuação contínua do poder público.
Para os moradores, a expectativa é de que a fiscalização mais rígida traga melhorias concretas na qualidade de vida, especialmente para idosos, crianças, estudantes e pessoas em tratamento de saúde, que são as mais afetadas pelo barulho excessivo. A perturbação do sossego, além de causar transtornos imediatos, pode gerar problemas sérios como insônia, estresse, hipertensão e dificuldades de concentração. Já para os donos de estabelecimentos, fica o alerta de que será necessário se adequar à legislação vigente, investindo em isolamento acústico e respeitando os horários estabelecidos pelo município, sob risco de penalidades que podem comprometer o funcionamento dos negócios.
A população pode colaborar com a fiscalização registrando denúncias junto aos canais oficiais da prefeitura, sempre que identificar situações de excesso de ruído em sua vizinhança. A administração municipal reforça que o objetivo não é prejudicar o comércio nem o lazer, mas sim garantir o equilíbrio entre a vida noturna, a atividade econômica e o direito constitucional ao sossego. A tendência é que, com a continuidade das ações, Itaperuna se torne referência no noroeste fluminense no combate à poluição sonora, servindo de exemplo para os municípios vizinhos que enfrentam desafios semelhantes em seu cotidiano urbano.
Fonte: Blog da Flávia Pires