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Mãe e filho são presos em central do tráfico do TCP em Cabo Frio

Uma operação da Polícia Civil resultou na prisão de uma mulher e de seu filho, apontados como lideranças do Terceiro Comando Puro (TCP), na última quinta-feira (25), em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. A dupla foi capturada dentro de uma central de monitoramento usada pelo tráfico para vigiar a movimentação das forças de segurança e proteger os pontos de venda de drogas na região. A ação chamou a atenção pelo grau de organização da estrutura criminosa desmantelada pelos agentes.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, a mulher tinha papel direto na coordenação das atividades da facção em Cabo Frio, enquanto o filho atuava ao lado dela na gestão do esquema. A central onde os dois foram encontrados funcionava como uma espécie de “olho” do tráfico, com câmeras e equipamentos que permitiam acompanhar em tempo real a aproximação de viaturas e movimentos suspeitos nas áreas dominadas pelo grupo. O material apreendido no local deve servir como prova para reforçar a denúncia contra a dupla na Justiça.

O Terceiro Comando Puro é uma das principais facções criminosas que disputam territórios no estado do Rio de Janeiro, ao lado do Comando Vermelho e das milícias. Nos últimos anos, o grupo tem expandido sua influência para fora da capital, alcançando municípios do interior, da Região dos Lagos, da Costa Verde e até áreas próximas ao noroeste fluminense. Esse avanço preocupa autoridades de cidades como Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana, Santo Antônio de Pádua e Campos dos Goytacazes, que veem com atenção qualquer sinal de migração de quadrilhas para a região, especialmente pelas rotas que cortam o estado em direção a Minas Gerais e ao Espírito Santo.

Para os moradores de Cabo Frio e das cidades vizinhas, o caso reforça a sensação de que o tráfico tem se modernizado e investido cada vez mais em tecnologia para se proteger das ações policiais. Centrais de monitoramento como a desarticulada são uma realidade que já foi flagrada em diversas comunidades dominadas por facções, e demonstram como o crime organizado passou a operar com lógica empresarial, dividindo funções e investindo em equipamentos sofisticados. A expectativa agora é de que a prisão das duas lideranças enfraqueça temporariamente a atuação do TCP na cidade turística, embora especialistas alertem que outros nomes costumam assumir rapidamente o comando em casos assim.

Ao Fofoca Noroeste, fontes ligadas à segurança pública lembram que operações desse porte costumam render novos desdobramentos nas semanas seguintes, com mandados de prisão contra comparsas e bloqueio de bens. A dupla detida deve responder por associação para o tráfico, integração a organização criminosa e outros crimes que podem ser identificados a partir da análise dos equipamentos apreendidos. Enquanto isso, moradores da Região dos Lagos cobram presença mais constante das forças de segurança, e no noroeste fluminense o caso serve de alerta para que prefeituras e polícias locais reforcem a vigilância sobre possíveis tentativas de instalação de células de facções nas cidades da região, sobretudo em bairros mais afastados e em rotas de fronteira entre municípios.

Fonte: Blog do Adilson Ribeiro

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