Uma grande operação policial deflagrada em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, terminou com três pessoas presas e a apreensão de um artefato explosivo, além de uma quantidade expressiva de drogas. A ação integrada entre a Polícia Civil e a Polícia Militar mobilizou cerca de 80 agentes e foi planejada para desarticular grupos ligados a facções que atuam no município e em cidades vizinhas da região.
De acordo com informações repassadas pelo delegado titular da 143ª Delegacia de Polícia, Eduardo Cruz, a operação foi resultado de um trabalho aprofundado do Serviço de Inteligência, que vinha monitorando movimentações suspeitas em pontos estratégicos da cidade. Ao todo, foram empregadas 26 viaturas, equipes táticas e agentes especializados, que cumpriram diligências simultâneas em diferentes endereços. O destaque negativo da apreensão foi o artefato explosivo encontrado com os suspeitos, item que acende um sinal de alerta sobre o nível de armamento que o crime organizado vem utilizando no interior fluminense.
Itaperuna, considerada o principal polo econômico do Noroeste do Estado do Rio, tem registrado nos últimos anos um aumento na atuação de facções criminosas vindas de outras regiões, sobretudo da Região dos Lagos e da Baixada Fluminense. A cidade serve como entroncamento entre o Espírito Santo, Minas Gerais e o restante do estado, característica geográfica que infelizmente também é explorada por grupos envolvidos no transporte e na distribuição de entorpecentes. Operações de grande porte como esta vêm se tornando mais frequentes justamente para tentar frear esse avanço, e moradores de bairros mais afetados já cobram ações contínuas das autoridades.
A repercussão entre a população itaperunense foi imediata. Nas redes sociais, moradores comemoraram as prisões, mas também manifestaram preocupação com a presença de explosivos em mãos de criminosos — algo que, até pouco tempo atrás, era raro em cidades do interior. Comerciantes do centro e lideranças comunitárias de bairros como Aeroporto, Cidade Nova e Presidente Costa e Silva têm pedido reforço no policiamento ostensivo, especialmente durante a noite. A expectativa agora é de que as investigações avancem e levem à identificação de outros integrantes da quadrilha, incluindo possíveis fornecedores de drogas e de material bélico.
Os três presos foram encaminhados à 143ª DP, onde foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e posse de artefato explosivo, devendo permanecer à disposição da Justiça. A Polícia Civil informou que novas fases da operação não estão descartadas e que o trabalho de inteligência continua em curso. O Fofoca Noroeste segue acompanhando os desdobramentos do caso e acompanhará as decisões judiciais sobre os detidos nos próximos dias. Quem tiver informações que possam ajudar nas investigações pode denunciar de forma anônima pelo Disque-Denúncia, garantindo o sigilo total dos dados.
Fonte: Sudeste Agora