Moradores da Rua Francisco de Aquino Leite, popularmente chamada de ‘Fiteiro’, no bairro Morro da Bomba, em Itaperuna, decidiram romper o silêncio e denunciar publicamente o estado de abandono em que vive parte da via. As reclamações foram registradas nesta sexta-feira (12) e apontam principalmente para o trecho final da rua, onde o acúmulo de sujeira e a ausência de serviços básicos de manutenção tornaram o local praticamente intransitável. Os relatos chegam acompanhados de um apelo direto às autoridades municipais, que, segundo os próprios moradores, ainda não responderam de forma efetiva às demandas da comunidade.
De acordo com quem vive na localidade, o problema não é recente. A parte final da rua acumula lixo, mato alto e resíduos que se espalham pelo terreno, criando um cenário de descaso que incomoda tanto pelo aspecto visual quanto pelas consequências práticas. A falta de limpeza periódica e a ausência de melhorias estruturais transformaram o que deveria ser uma via comum em um ponto crítico do bairro. Moradores afirmam que já tentaram contato com órgãos responsáveis, mas as providências, quando ocorrem, são pontuais e logo o problema volta a se instalar, num ciclo que se repete há bastante tempo.
O Morro da Bomba é um dos bairros tradicionais de Itaperuna, município que se consolidou como o principal polo comercial e de serviços do noroeste fluminense. Apesar do crescimento da cidade nos últimos anos, com investimentos em áreas centrais e em corredores comerciais, as comunidades de morro e regiões mais afastadas do centro frequentemente reclamam de uma distribuição desigual dos serviços públicos. Casos parecidos já foram registrados em outros bairros itaperunenses, como Cidade Nova, Aeroporto e Vinhosa, onde ruas inteiras enfrentaram, em diferentes momentos, problemas semelhantes de limpeza urbana, iluminação precária e falta de pavimentação adequada. A situação do ‘Fiteiro’ se soma a esse retrato, evidenciando uma demanda histórica das periferias da cidade.
Para quem mora no local, o impacto vai muito além do incômodo estético. O acúmulo de sujeira atrai insetos, roedores e pode favorecer a proliferação de doenças, principalmente em períodos de chuva, quando a água parada se torna criadouro do mosquito da dengue, doença que tem assombrado o noroeste fluminense em sucessivos surtos. Além disso, o trânsito de pedestres fica comprometido, especialmente para idosos, crianças e pessoas com mobilidade reduzida, que precisam enfrentar um terreno irregular e sujo para circular pela própria rua onde vivem. A sensação de abandono, segundo os moradores, também afeta a autoestima da comunidade e reforça o sentimento de que algumas regiões da cidade são tratadas como prioridade menor pelo poder público.
A expectativa agora é que a denúncia, ganhando repercussão na imprensa local e nas redes sociais, sirva como um empurrão para que a Prefeitura de Itaperuna e os órgãos responsáveis pela limpeza urbana e infraestrutura olhem com mais atenção para o Morro da Bomba. Os moradores cobram não apenas uma ação emergencial de limpeza no trecho final da Rua Francisco de Aquino Leite, mas também um plano de manutenção contínua que evite o retorno do problema. Enquanto isso, a comunidade segue mobilizada, reforçando que continuará cobrando soluções até que a rua receba o tratamento adequado. A reportagem do Fofoca Noroeste segue acompanhando o caso e está aberta para receber novas informações dos moradores e o posicionamento oficial da administração municipal.
Fonte: Blog do Adilson Ribeiro