O prefeito de Itaperuna, Nel Medeiros, foi pessoalmente até a garagem da empresa Santa Lúcia na manhã desta quarta-feira (17) para tratar diretamente com os responsáveis sobre a paralisação do transporte coletivo que vem afetando milhares de moradores do município. Diante da preocupação da população, o chefe do Executivo decidiu prestar esclarecimentos públicos sobre os bastidores da decisão da concessionária, que deixou pontos de ônibus vazios e usuários no aperto para chegar ao trabalho, à escola e às unidades de saúde.
De acordo com o prefeito, a interrupção temporária dos serviços tem como origem a delicada situação financeira atravessada pela Santa Lúcia, agravada por uma série de débitos acumulados ao longo de administrações anteriores. Nel Medeiros reconheceu que sua gestão também possui pendências com a empresa, mas garantiu que se referem apenas a alguns meses recentes, e não a um histórico antigo de inadimplência. O prefeito afirmou ainda que vem dialogando com a concessionária em busca de uma solução rápida que permita o retorno gradual das linhas e evite novos transtornos aos passageiros.
Itaperuna é um dos principais polos urbanos do noroeste fluminense e funciona como referência regional em comércio, saúde e educação para cidades vizinhas como Natividade, Bom Jesus do Itabapoana, Porciúncula e Varre-Sai. Por isso, qualquer interrupção no transporte coletivo da cidade tem efeito em cadeia: trabalhadores que dependem das linhas internas para chegar aos bairros mais distantes, como Aeroporto, Cidade Nova, Vinhosa e Presidente Costa e Silva, acabam tendo que recorrer a vans alternativas, mototáxis ou caminhadas longas. Crises envolvendo o transporte público não são novidade na região, e episódios semelhantes já foram registrados em outros municípios do noroeste, sempre expondo a fragilidade do modelo de concessão adotado historicamente.
A repercussão entre os moradores tem sido grande, com reclamações nas redes sociais e cobranças por uma definição rápida sobre o futuro da Santa Lúcia em Itaperuna. Estudantes da rede pública e universitária, pacientes que precisam se deslocar até o Hospital São José do Avaí e trabalhadores que atuam no comércio do centro estão entre os mais prejudicados pela ausência dos ônibus. Há também preocupação quanto ao impacto sobre os funcionários da empresa, que correm o risco de ficar sem salário caso a crise se prolongue. A expectativa é que, nos próximos dias, a Prefeitura apresente um plano concreto para garantir o restabelecimento integral do serviço, seja por meio de acordo com a atual concessionária, seja por contratação emergencial de outra operadora.
Nel Medeiros reforçou que está acompanhando pessoalmente as negociações e que a prioridade é assegurar o direito de ir e vir da população itaperunense, sem comprometer o equilíbrio financeiro da administração municipal. O prefeito também sinalizou que pretende rever os contratos e avaliar os passivos deixados por gestões passadas, buscando transparência no processo. Enquanto a situação não se normaliza, a recomendação é que os usuários fiquem atentos aos canais oficiais da Prefeitura para acompanhar as atualizações sobre o funcionamento das linhas. A população, por sua vez, segue na expectativa de uma solução definitiva que devolva a tranquilidade do dia a dia em uma cidade que cresce e exige um transporte público à altura de sua importância no noroeste fluminense.
Fonte: Sudeste Agora