O prefeito de Laje do Muriaé, Eudócio Moreira Cardoso, foi novamente cassado pela Justiça Eleitoral, em decisão proferida nesta semana e divulgada em 13 de junho de 2026. Esta é a segunda condenação que o gestor sofre na esfera eleitoral, e o destino político da pequena cidade do noroeste fluminense agora está nas mãos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que deverá analisar os recursos e decidir definitivamente sobre a permanência do prefeito no cargo.
A nova decisão joga ainda mais incerteza sobre a administração municipal, que vinha tentando se manter em pé apesar das batalhas judiciais travadas desde o pleito. Embora os detalhes específicos das irregularidades apontadas pela Justiça não tenham sido amplamente divulgados, sabe-se que decisões dessa natureza costumam envolver acusações ligadas a abuso de poder político ou econômico durante a campanha, captação ilícita de sufrágio ou irregularidades em prestação de contas. Com o caso encaminhado ao TRE-RJ, abre-se um período de espera que tende a paralisar parte das ações da prefeitura e gerar instabilidade no funcionalismo público local.
Laje do Muriaé é um dos menores municípios do noroeste fluminense, com pouco mais de sete mil habitantes, e divide com cidades vizinhas como Italva, Cardoso Moreira e Itaperuna o desafio histórico de manter serviços públicos básicos funcionando em meio a orçamentos apertados e dependência de repasses estaduais e federais. Não é a primeira vez que a região assiste a uma novela de cassação envolvendo um chefe do Executivo municipal. Casos semelhantes já agitaram a política em municípios próximos nos últimos anos, com prefeitos afastados, vices assumindo às pressas e até novas eleições convocadas pelo TRE. A instabilidade política, infelizmente, virou quase rotina em algumas prefeituras da região.
Para os moradores de Laje do Muriaé, a repercussão é direta e preocupante. Em uma cidade pequena, onde a maior parte das famílias depende dos serviços oferecidos pelo município — desde atendimento na rede básica de saúde até transporte escolar e atenção social —, qualquer turbulência administrativa pode significar atrasos em obras, suspensão de programas e até insegurança quanto a pagamentos. Comerciantes locais também sentem o impacto, já que a prefeitura costuma ser uma das maiores movimentadoras da economia em cidades desse porte. Nos próximos dias, é esperado que o assunto domine as conversas nos bares, nas rodas de família e nas redes sociais dos lajenses, que aguardam com apreensão os próximos capítulos.
Enquanto o TRE-RJ não se manifesta, Eudócio Moreira Cardoso permanece no cargo, já que decisões de cassação só produzem efeito definitivo após o esgotamento dos recursos cabíveis ou determinação expressa do tribunal superior. A defesa do prefeito deve trabalhar para reverter a condenação na segunda instância, enquanto adversários políticos articulam movimentos para a eventual sucessão. Caso a cassação seja confirmada pelo TRE-RJ, o vice-prefeito poderá assumir a gestão ou, dependendo do desfecho jurídico, novas eleições suplementares podem ser convocadas para escolher um novo comandante do Executivo lajense. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando o desenrolar do caso e trazendo todas as atualizações para os leitores do noroeste fluminense.
Fonte: Blog da Flávia Pires