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Prefeito de Laje do Muriaé é cassado pela segunda vez pela Justiça

A política de Laje do Muriaé, pequeno município do noroeste fluminense, voltou a viver um momento de forte turbulência nesta semana. A Justiça Eleitoral determinou, pela segunda vez, a cassação do mandato do prefeito da cidade, jogando o futuro da administração municipal para as mãos do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). A decisão reacende um cenário de instabilidade que já vinha tirando o sono de moradores e servidores públicos do município.

De acordo com as informações divulgadas, esta é a segunda condenação aplicada ao chefe do Executivo lajense em primeira instância, o que evidencia o desgaste jurídico em torno da chapa eleita. Embora a sentença determine a perda do mandato, o prefeito mantém o cargo até que o caso seja analisado pela instância superior, ou seja, pelo TRE-RJ. Caberá agora aos desembargadores eleitorais decidir se confirmam a cassação ou se reformam a decisão de primeiro grau, mantendo o atual gestor na cadeira da Prefeitura.

Laje do Muriaé, com pouco mais de sete mil habitantes, é uma das menores cidades do noroeste fluminense, fazendo divisa com Itaperuna, Miracema e com municípios mineiros. Em cidades de pequeno porte como essa, qualquer instabilidade política tem efeito direto na rotina da população, já que a Prefeitura costuma ser a principal empregadora e a maior responsável pela movimentação econômica local. Não é a primeira vez que o noroeste fluminense vive episódios desse tipo: outros municípios da região, como São José de Ubá e Varre-Sai, também já enfrentaram em anos recentes embates jurídicos envolvendo prefeitos cassados ou ameaçados de perder o mandato, o que mostra como a Justiça Eleitoral tem atuado com rigor na região.

Entre os lajenses, a expectativa pelos próximos passos é grande. Caso o TRE-RJ confirme a decisão, novas eleições podem ser convocadas ou um sucessor da linha sucessória pode assumir o comando da cidade, a depender do momento processual e do tempo restante de mandato. Servidores municipais demonstram preocupação com a continuidade de programas em andamento, especialmente nas áreas de saúde e assistência social, que dependem diretamente das decisões da gestão municipal. Comerciantes locais também temem que a indefinição política prejudique investimentos, convênios estaduais e federais e até mesmo o pagamento em dia da folha. A população, por sua vez, acompanha tudo com aquela mistura de curiosidade e apreensão típica das cidades pequenas, onde a política está sempre na roda de conversa do bar, da padaria e da praça.

Por enquanto, a Prefeitura segue funcionando normalmente, sob comando do atual prefeito, que tem o direito de recorrer e apresentar sua defesa no tribunal. A defesa deve sustentar a manutenção do mandato e contestar os pontos apresentados na sentença de primeira instância. Já a oposição local tende a aumentar a pressão política e a explorar o desgaste do governo nas redes sociais e nas câmaras municipais da região. O caso de Laje do Muriaé entra agora para a lista de processos eleitorais de maior repercussão no noroeste fluminense em 2026, e o desfecho no TRE-RJ deve definir não apenas o destino de um prefeito, mas também os rumos administrativos de um município inteiro nos próximos meses. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando cada movimentação e trazendo aos leitores todas as atualizações sobre o caso.

Fonte: Blog da Flávia Pires

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