A população do Valão do Cedro continua enfrentando o transtorno provocado pelos buracos que tomaram conta das ruas da localidade. Após o secretário responsável pela pasta de obras assumir publicamente o compromisso de resolver o problema, os dias passaram, a expectativa cresceu, mas, até o momento, nenhuma equipe apareceu para realizar o tapa-buracos prometido. A situação tem gerado revolta entre os moradores, que se sentem desrespeitados pelo poder público.
Quem trafega diariamente pelas vias do Valão do Cedro precisa fazer verdadeiros zigue-zagues para desviar das crateras que se espalham pelo asfalto. Motoristas relatam que pneus furados, problemas na suspensão dos veículos e até quedas de motociclistas se tornaram episódios frequentes na região. Pedestres também sofrem, principalmente em dias de chuva, quando os buracos viram poças profundas e disfarçadas, oferecendo risco a quem precisa caminhar pelas ruas para ir ao trabalho, à escola ou aos postos de saúde.
O descaso com a infraestrutura viária não é novidade no noroeste fluminense. Localidades como o Valão do Cedro, que ficam um pouco mais afastadas dos centros urbanos, costumam reclamar de abandono e de falta de prioridade nos investimentos públicos. Outros bairros da região já viveram situações parecidas no passado, em que promessas feitas por autoridades acabaram virando assunto de campanha e nunca se transformaram em obra concreta. A sensação de que o morador do interior é sempre o último a ser atendido alimenta a desconfiança em relação aos representantes públicos.
A repercussão do caso vem ganhando força nas redes sociais e nas conversas de boteco, mercadinho e ponto de ônibus. Lideranças comunitárias afirmam que vão pressionar a prefeitura para que o cronograma de obras seja divulgado oficialmente, com prazos claros e fiscalização do andamento dos serviços. Comerciantes da região também demonstram preocupação, já que o péssimo estado das ruas afasta clientes e prejudica entregas, encarecendo produtos e diminuindo o movimento dos pequenos negócios locais. Há quem defenda, inclusive, levar o caso ao Ministério Público, caso a situação se arraste por mais tempo sem solução.
Enquanto o tapa-buracos não chega, os moradores do Valão do Cedro seguem improvisando: alguns chegam a colocar pedras, galhos e até garrafas plásticas dentro dos buracos para alertar os motoristas e evitar acidentes maiores. A expectativa agora é de que o secretário cumpra a palavra empenhada e mande as equipes para a localidade o quanto antes. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando o desenrolar do caso e cobrando respostas das autoridades, porque morador de bem merece rua decente para passar — e promessa feita em público precisa virar obra na rua, e não esquecimento na gaveta.
Fonte: Blog da Flávia Pires