A Rodoviária de Itaperuna, principal porta de entrada e saída de passageiros do Noroeste Fluminense, vive um momento crítico e tem sido alvo constante de reclamações por parte de usuários, comerciantes e profissionais que dependem do terminal todos os dias. O cenário de abandono, somado à falta de manutenção e à ausência de melhorias estruturais, transformou o local em um verdadeiro retrato do descaso com um equipamento público essencial para toda a região.
Quem passa pelo terminal se depara com problemas que vão desde a precariedade dos banheiros até a falta de conforto nas áreas de espera, passando por questões de segurança, limpeza e iluminação. Comerciantes que mantêm pontos no interior da rodoviária relatam queda no movimento e dificuldade para tocar seus negócios diante das condições em que o espaço se encontra. Passageiros, principalmente idosos e pessoas que viajam com crianças, reclamam da falta de assentos adequados, da sinalização confusa e da sensação de insegurança, especialmente durante a noite, quando o fluxo diminui e a iluminação deixa a desejar.
A situação é ainda mais preocupante quando se considera a importância estratégica de Itaperuna no Noroeste Fluminense. A cidade funciona como um polo regional, recebendo diariamente moradores de municípios vizinhos como Bom Jesus do Itabapoana, Natividade, Porciúncula, Varre-Sai, Italva, Cardoso Moreira, São José de Ubá, Laje do Muriaé e até de cidades mineiras próximas à divisa. Estudantes universitários, pacientes que buscam atendimento médico especializado, trabalhadores e comerciantes utilizam a rodoviária como ponto de conexão para destinos como Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro, Niterói, Vitória e Belo Horizonte. Ou seja, o terminal não atende apenas Itaperuna — ele é referência para uma vasta região.
O impacto do descaso vai muito além do desconforto momentâneo de quem aguarda um ônibus. A má conservação da rodoviária afeta diretamente a imagem da cidade, que é vista por muitos visitantes pela primeira vez justamente através desse espaço. Para quem chega em busca de tratamento de saúde, de oportunidades de trabalho ou de estudo, a primeira impressão tem sido de abandono. Moradores cobram providências do poder público e da concessionária responsável pela administração do terminal, alertando que o problema não é novo e que promessas de reforma já foram feitas em diversas ocasiões, sem que mudanças efetivas tenham acontecido. A expectativa agora é de que as autoridades municipais, juntamente com órgãos estaduais ligados ao setor de transportes, se mobilizem para apresentar um plano concreto de revitalização.
Enquanto soluções não chegam, quem depende da rodoviária segue convivendo com os transtornos e renovando, a cada dia, o pedido de socorro pelo terminal. A população espera que a denúncia ganhe força suficiente para sensibilizar gestores e provocar respostas rápidas, já que o terminal rodoviário é peça-chave para o desenvolvimento econômico e social do Noroeste Fluminense. Investir na recuperação do espaço significa, na prática, valorizar quem mora, trabalha e visita a cidade, além de garantir um serviço público digno para milhares de pessoas que circulam por ali todos os meses. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando o caso e cobrando posicionamento dos responsáveis, na expectativa de que, em breve, a rodoviária de Itaperuna deixe de ser sinônimo de abandono para voltar a ser motivo de orgulho regional.
Fonte: Blog do Lorenzini