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Sem Castro no páreo, Portinho desponta como nome do PL ao Senado

A movimentação política em torno das eleições de 2026 ganhou um novo capítulo nesta semana, com o nome do senador Carlos Portinho (PL-RJ) sendo apontado como a aposta natural do Partido Liberal para disputar uma cadeira no Senado pelo Rio de Janeiro. Com o governador Cláudio Castro fora da corrida para a Casa Alta — já que mira outros voos políticos —, cresce nos bastidores a pressão para que o senador Flávio Bolsonaro reconheça em Portinho o aliado ideal para compor a chapa bolsonarista no estado.

Líder do PL no Senado e figura de articulação dentro do partido, Portinho vem sendo lembrado por integrantes da legenda como um quadro experiente, com trânsito tanto na base bolsonarista quanto entre setores mais moderados da política fluminense. Aliados destacam que ele tem mantido agenda intensa pelo interior do estado, incluindo passagens pelo noroeste fluminense, região que historicamente exerce papel decisivo em pleitos majoritários e onde o bolsonarismo mantém forte penetração eleitoral. A leitura é de que o senador reúne o capital político necessário para encarar uma disputa que promete ser uma das mais acirradas do país.

O Rio de Janeiro tem se consolidado, nos últimos ciclos eleitorais, como um dos principais redutos do PL, e o palanque para o Senado em 2026 é considerado peça-chave na estratégia nacional do partido. Cidades como Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Bom Jesus do Itabapoana e Santo Antônio de Pádua, que formam o coração político do noroeste fluminense, devem receber forte atenção dos pré-candidatos, já que a região costuma entregar votações expressivas a nomes ligados ao campo conservador. Nas eleições anteriores, candidatos apoiados pelo bolsonarismo tiveram desempenho robusto nessas cidades, o que reforça a importância de uma escolha que dialogue com o eleitor do interior.

Para os moradores da região, a definição do nome do PL ao Senado tem impacto direto na agenda de demandas locais. O noroeste fluminense convive há anos com gargalos em áreas como saúde pública, infraestrutura rodoviária — especialmente nas BRs que cortam a região —, segurança e geração de empregos. Ter um senador alinhado com lideranças municipais e com força para destravar emendas e projetos federais é visto por prefeitos e vereadores como elemento estratégico para o desenvolvimento da microrregião. Por isso, a articulação que ocorre nos bastidores do PL é acompanhada com atenção por gestores locais, que já começam a se posicionar diante das possíveis candidaturas.

A palavra final, no entanto, deve passar pelo crivo de Flávio Bolsonaro, considerado o principal cacique do partido no estado e responsável por validar os nomes que comporão a chapa. Embora outros postulantes também estejam no radar — e disputas internas sejam esperadas até a oficialização das candidaturas —, o cenário atual aponta Portinho como favorito caso a cúpula partidária opte por priorizar experiência legislativa e alinhamento ideológico. Nos próximos meses, a tendência é que as conversas se intensifiquem e que os pré-candidatos ampliem suas agendas pelo interior fluminense, incluindo o noroeste, em busca de apoios entre lideranças municipais. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando os desdobramentos dessa movimentação política, que promete agitar o tabuleiro eleitoral até o ano que vem.

Fonte: Blog da Flávia Pires

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