A Subsecretaria de Conscientização Ambiental do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que era comandada por Thamires Rangel durante a gestão do governador Cláudio Castro, foi oficialmente extinta pelo atual secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Rodrigo Mascarenhas. O anúncio foi feito em entrevista ao RJ2, da TV Globo, em que o secretário revelou ter identificado, durante uma revisão administrativa, duas pastas sem qualquer função prática dentro do organograma estadual. A medida deve impactar diretamente 37 cargos ligados à estrutura comandada por Thamires.
Segundo Mascarenhas, o pente-fino feito na Secretaria de Ambiente apontou que a Subsecretaria de Conscientização Ambiental não desenvolvia projetos concretos e tampouco apresentava atribuições claras dentro da política ambiental do estado. Além dela, outra pasta, a Subsecretaria de Manutenção, também foi alvo da revisão e acabou na mesma situação. O secretário classificou as duas estruturas como peças administrativas que existiam no papel, mas que, na prática, não entregavam resultados ao contribuinte fluminense, o que motivou a decisão de encerrá-las e redirecionar os recursos.
O caso ganha contornos ainda mais delicados porque Thamires Rangel é figura conhecida no cenário político do interior do estado e mantém trânsito no noroeste fluminense, região formada por municípios como Itaperuna, Bom Jesus do Itabapoana, Natividade, Porciúncula, Varre-Sai, São José de Ubá, Lajede Muriaé, Cardoso Moreira e Italva. Nessas cidades, cargos comissionados em pastas estaduais costumam ser disputados como moeda política, e a extinção de uma subsecretaria inteira mexe diretamente com indicações feitas por lideranças locais. Não é a primeira vez que estruturas criadas durante o governo Castro entram na mira por suposta falta de produtividade — o tema tem rendido debates intensos na Alerj.
Para os moradores do noroeste fluminense, a notícia tem impacto duplo. De um lado, há o aspecto fiscal: a redução de cargos sem função prática significa, em tese, economia de recursos públicos que podem ser remanejados para áreas mais sensíveis, como fiscalização ambiental nos rios da bacia do Muriaé e do Paraíba do Sul, regiões que sofrem com assoreamento, desmatamento de mata ciliar e descarte irregular de resíduos. Por outro lado, há o aspecto político: a perda de espaço de uma aliada como Thamires Rangel pode mexer com o equilíbrio de forças em municípios onde ela e seu grupo possuem influência, especialmente em ano que antecede o calendário eleitoral de 2026.
A expectativa agora é entender como a Secretaria de Ambiente vai absorver as atribuições que, mesmo no papel, pertenciam às pastas extintas, e se haverá realocação dos servidores efetivos que estavam vinculados a essas estruturas. Procurada por veículos de imprensa, Thamires Rangel ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão do governo. O Fofoca Noroeste seguirá acompanhando os desdobramentos do caso e os possíveis reflexos políticos nas cidades da região, sobretudo em Itaperuna e nos municípios vizinhos, onde a articulação em torno de cargos estaduais costuma render bastidores quentes nos próximos meses.
Fonte: J3 News