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Tutor enterra cadela e denuncia matança de animais em Comendador Venâncio

Um morador do distrito de Comendador Venâncio, em Itaperuna, viveu momentos de tristeza na manhã desta sexta-feira (26), por volta das 11h31, ao precisar enterrar sua cadela de estimação, que teria sido mais uma vítima da onda de envenenamento de animais que vem assustando a comunidade local. Revoltado com a situação, o tutor decidiu tornar pública a denúncia, cobrando providências das autoridades e pedindo que o caso não fique impune. O episódio reacendeu o debate sobre os maus-tratos a animais no noroeste fluminense.

De acordo com o relato do dono do animal, a cadela apresentou sinais compatíveis com envenenamento antes de morrer, o que reforça a suspeita de que alguém esteja espalhando substâncias tóxicas pelas ruas do distrito. Não é a primeira vez que casos semelhantes são registrados em Comendador Venâncio: moradores afirmam que cães e gatos têm aparecido mortos em circunstâncias parecidas há algum tempo, sem que os responsáveis sejam identificados. A indignação tomou conta da vizinhança, que agora se mobiliza nas redes sociais para dar visibilidade ao problema.

Comendador Venâncio é um dos distritos mais tradicionais de Itaperuna, com forte vocação rural e laços comunitários estreitos entre seus moradores. Justamente por ser uma localidade pequena, onde quase todos se conhecem, o crime de envenenamento de animais causa um impacto ainda maior, gerando clima de desconfiança e medo. Casos de matança de cães e gatos não são novidade no noroeste fluminense — cidades como Bom Jesus do Itabapoana, Natividade e Porciúncula já registraram episódios parecidos nos últimos anos, muitas vezes praticados por pessoas incomodadas com a presença de animais nas ruas ou em terrenos vizinhos.

Vale lembrar que envenenar animais é crime previsto na Lei Federal nº 14.064/2020, conhecida como Lei Sansão, que aumentou as penas para maus-tratos contra cães e gatos, podendo chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de guarda. Mesmo com a legislação mais rigorosa, a impunidade ainda é um problema comum em pequenas cidades do interior, onde as investigações esbarram na falta de testemunhas e de provas materiais. Protetores independentes da região reforçam que qualquer denúncia pode ser feita à Polícia Civil, ao Ministério Público ou aos órgãos de defesa animal, e que fotos, vídeos e laudos veterinários são fundamentais para responsabilizar os autores.

Para os moradores de Comendador Venâncio, o sentimento agora é de cobrança por respostas. A expectativa é que o caso da cadela enterrada nesta sexta-feira sirva de alerta para que as autoridades intensifiquem a fiscalização no distrito e identifiquem o responsável pelos crimes em série. Enquanto isso, tutores foram orientados a redobrar os cuidados, mantendo seus animais dentro de casa e atentos a qualquer alimento ou objeto suspeito deixado em vias públicas. A comunidade segue unida em torno da denúncia, na esperança de que nenhum outro bicho seja vítima da crueldade que vem assombrando a localidade.

Fonte: Blog do Adilson Ribeiro

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